A PÉROLA, de John Steinbeck (Resenha)
Esse é um daqueles livros que eu desisti de ler quando mais nova por falta de paciência e falta de um certo nível apreciativo e analítico. Lendo agora, percebo que vale a pena dar uma chance a todos os livros que eu abri mão de ler há alguns anos.
A primeira coisa que me chamou a atenção e me fez ter certeza de que eu deveria conhecer a obra até o final foi o fato de se tratar de protagonistas indígenas. Eu sei que na capa do livro estava escrito sobre como o autor tinha sido aclamado e sobre como a obra ganhara premiações, mas eu não levo isso em consideração para criticar um livro.
Voltando ao que interessa, protagonistas indígenas. Já fazia algumas semanas que eu me sentia incomodada por nunca ter lido (sequer ter ouvido falar) sobre histórias cuja narração contém uma presença significativa e influente de povos indígenas em geral. Escolhi ler esse livro simplesmente porque estava na minha estante há anos, e só depois de abri-lo que tive a felicidade de descobrir uma história que se passa em uma aldeia.
Bom, não é como uma aldeia pré-colombiana. Sendo estudante de História, era quase impossível que eu não identificasse algumas coisas que não estão explícitas na narração logo nas primeiras páginas: estamos falando de um povoado que coexiste com uma presença bem firme dos brancos, então com certeza já se passaram ao menos três séculos de colonização (suspeita que se torna mais plausível quando descobrimos como vivem os brancos naquela época). Estamos falando de nativos do México ou proximidades, muito provavelmente. O estilo de vida parece coerente, não há nenhuma grande invenção fantasiosa sobre eles. Os medos, visões de mundo, tudo se encaixa muito bem.
A história conta uma lenda. É uma lenda simples, curta e bastante impactante. Há um quê de misticismo, mais voltado para aquela típica intuição de quem ainda vive em contato com a terra e consigo mesmo.
Apesar de simples, é bem trabalhado. A fluidez é maravilhosa, as descrições são todas feitas na medida certa. A escrita é boa e envolvente. Trata-se de um livro de fácil e agradável leitura, e de brinde você ainda pode dizer que já leu uma história com um índio protagonista!
Gabby Meister
A primeira coisa que me chamou a atenção e me fez ter certeza de que eu deveria conhecer a obra até o final foi o fato de se tratar de protagonistas indígenas. Eu sei que na capa do livro estava escrito sobre como o autor tinha sido aclamado e sobre como a obra ganhara premiações, mas eu não levo isso em consideração para criticar um livro.
Voltando ao que interessa, protagonistas indígenas. Já fazia algumas semanas que eu me sentia incomodada por nunca ter lido (sequer ter ouvido falar) sobre histórias cuja narração contém uma presença significativa e influente de povos indígenas em geral. Escolhi ler esse livro simplesmente porque estava na minha estante há anos, e só depois de abri-lo que tive a felicidade de descobrir uma história que se passa em uma aldeia.
Bom, não é como uma aldeia pré-colombiana. Sendo estudante de História, era quase impossível que eu não identificasse algumas coisas que não estão explícitas na narração logo nas primeiras páginas: estamos falando de um povoado que coexiste com uma presença bem firme dos brancos, então com certeza já se passaram ao menos três séculos de colonização (suspeita que se torna mais plausível quando descobrimos como vivem os brancos naquela época). Estamos falando de nativos do México ou proximidades, muito provavelmente. O estilo de vida parece coerente, não há nenhuma grande invenção fantasiosa sobre eles. Os medos, visões de mundo, tudo se encaixa muito bem.
A história conta uma lenda. É uma lenda simples, curta e bastante impactante. Há um quê de misticismo, mais voltado para aquela típica intuição de quem ainda vive em contato com a terra e consigo mesmo.
Apesar de simples, é bem trabalhado. A fluidez é maravilhosa, as descrições são todas feitas na medida certa. A escrita é boa e envolvente. Trata-se de um livro de fácil e agradável leitura, e de brinde você ainda pode dizer que já leu uma história com um índio protagonista!
Gabby Meister
[A resenha acima tem por único objetivo divulgar minha visão e opinião pessoal sobre o livro citado, e não visa ofender ou difamar ninguém, nem mesmo difamar a obra ou o autor dela. É apenas meu ponto de vista, questionável e discutível]
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