A CANÇÃO DAS SEREIAS, de Renan Santos (Resenha)
Já começo dizendo que eu não tenho absolutamente nada para reclamar desse livro. Falo sério, a única coisa condenável dessa noveleta é que acaba. E só. Não há nada mais para ser criticado.
É muito bem estruturado, você sente claramente que o autor tinha ampla preparação e estudo para escrever o que escreveu. Flui em um ritmo perfeito, contando as coisas na velocidade ideal para introduzir o leitor na história, explicando tudo o que precisa ser explicado (confie em mim, é muita coisa, mas isso nem de longe foi problema para Renan. É bem difícil se perder ou se confundir) sem que, contudo, a leitura se torne massante ou lenta demais.
A construção de universo me deixou pasma: os fortes traços medievais tirados, aposto eu, de muitos livros de D&D (não é uma crítica negativa, de forma alguma; eu mesma me aproveitei fortemente do RPG em um de meus livros, embora com certeza não como você aí está pensando), indicam que o universo não foi tirado do nada, o que não surpreende ou ofende ninguém: coisas baseiam outras coisas hoje em dia, e é difícil achar a origem. Ela pouco importa, na verdade. Ainda assim, a construção é incrivelmente profunda. Se forem ler o livro (e recomendo que leiam), não pulem os apêndices. É o único aviso que dou.
É uma obra muito bem contextualizada e tematizada, tudo se encaixa e se desenvolve com muito empenho. É um livro bem escrito também, o que só torna todo o conjunto ainda melhor. Sem dúvida, foi um enorme orgulho adicionar essa leitura a minha lista (ah, a propósito, caso você tenha a estranha e inexplicável curiosidade de saber quais livros eu já li, pode olhar a lista na aba lateral do blog. Não são todos, é claro, é apenas o que eu me lembro, mas já é algo, certo?).
Enfim, tudo isso é apenas para justificar porque Renan Santos com certeza é um escritor com todo o potencial para se tornar um grande nome da literatura. Não vão se arrepender de conhecer o livro.
Gabby Meister
[A resenha acima tem por único objetivo divulgar minha visão e opinião pessoal sobre o livro citado, e não visa ofender ou difamar ninguém, nem mesmo difamar a obra ou o autor dela. É apenas meu ponto de vista, questionável e discutível]
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