VERONIKA DECIDE MORRER, de Paulo Coelho (Resenha)

É um livro incrível, com certeza me fez repensar diversas coisas sobre minha vida.
"Veronika decide morrer" trata sobre um reencontro com seu eu interior e com o mundo. Tenta te mostrar que o viver está nas pequenas coisas, e explica porque sempre vale a pena dar uma segunda chance para você mesmo.
O livro conta a história de uma suicida que queria se matar apenas porque não via mais graça na vida e, embora ainda muito nova, tinha certeza de que já tinha visto tudo o que havia para se ver no mundo. Porém, depois que seu suicídio falha, Veronika começa a redescobrir o sentindo da vida e o que realmente significa estar vivo. Ela conhece partes de si mesma que nunca conheceu antes, e descobre que o mundo é cheio de realidades e possibilidades que ela ainda não explorou.
É claro, Veronika se depara com aquele típico pensamento dos que estão quase morrendo: "eu preciso ver o sol nascer mais uma vez, e ler aquele livro que eu prometi a mim mesmo que leria. Tenho que conversar com a senhora simpática da banca de jornais e perguntar seu nome. Eu gostaria de ter tempo de construir minha própria casa", mas não foi isso que fez Veronika se reconectar com tudo. Ela volta a valorizar essas pequenas coisas porque as pessoas ao seu redor começam a mostrar que pode haver beleza e sentido mesmo na coisas mais ínfimas e que, inclusive, pode haver razão mesmo nas coisas mais "insanas".
Eu particularmente sou apaixonada pelos livros do Paulo Coelho, embora não tenha lido muitos até hoje. Gosto porque todos eles superam demais todas as minhas expectativas, e não foi diferente com esse livro. Você termina de lê-lo, olha ao redor e percebe que o mundo começou a fazer mais sentido. Você entende que não é louco, porque no fundo todos são loucos, o que significa que isso é perfeitamente normal. Você entende a importância de conhecer a si mesmo em todas as suas várias formas, e se sente instigado a ir atrás desse autoconhecimento.
É um livro que eu recomendo fortemente a leitura. Estimula um reencontro profundo sem cair em clichés motivacionais. É ótimo para quem, assim como eu, já estava se sentindo um pouco cansado da vida também. Você redescobre os pequenos (e mais importantes) motivos para estar vivo.
Enquanto eu lia esse livro, eu resumi tudo com uma frase: "Veronika decide morrer quando acha que está vivendo, e começa a viver quando descobre que está morrendo". É a mais pura verdade e, de certo modo, esse é o processo que acontece com todos nós. Ninguém se sente realmente vivo até que tenha tido uma compreensão clara da morte, pois, por mais que neguemos isso, é a morte que dá sentido à vida.
Bom, não vou me estender mais. Leia o livro, tenha suas próprias reflexões a respeito. Eu prometo que valerá a pena!

Gabby Meister

[A resenha acima tem por único objetivo divulgar minha visão e opinião pessoal sobre o livro citado, e não visa ofender ou difamar ninguém, nem mesmo difamar a obra ou o autor dela. É apenas meu ponto de vista, questionável e discutível]

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