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Mostrando postagens com o rótulo Literatura Estadunidense

THINGS HAVE GOTTEN WORSE SINCE WE LAST SPOKE, de Eric LaRocca (resenha)

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Esse livro faz parte do meu Challenge 12 desse ano, em que escolhi 12 indicações de livros que meus amigos me deram para me desafiar a ler nesse ano. Estou atrasada nessa lista (não que seja surpresa para alguém), mas esse aqui me deixou obcecada. Não achei uma versão em português, mas o título é algo como "As coisas pioraram desde a última vez que nos falamos". A sinopse, também em tradução literal, ficaria assim: "Um redemoinho de escuridão se agita no coração de uma dança macabra entre duas jovens solitárias em uma sala de bate-papo na internet no início dos anos 2000 - uma escuridão que ameaça transformá-las para sempre quando finalmente cederam aos seus desejos mais horríveis. O que você fez hoje para merecer seus olhos?" A única coisa que eu sabia quando comecei essa leitura é que era perturbador, então já aviso que esse livro não é para todo mundo. Foi meu primeiro contato com o weirdpunk ,  e adorei. Não achei nada em português falando sobre isso, mas é um m...

CAIXA DE PÁSSAROS/BIRD BOX, de Josh Malerman (resenha)

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O hype de Caixa de Pássaros (Bird Box, que seja) durou muito tempo quando a Netflix lançou o filme (que eu nunca quis assistir) e, é claro, muita gente leu o livro na ocasião. O hype passou, ninguém mais fala disso (e vou dizer porquê, embora seja óbvio pra qualquer um que parou pra avaliar a obra e pensar 2 minutos), então quem decidiu ler o livro e escrever uma resenha só agora? Isso mesmo, euzinha <3 Contém alguns spoilers BIRD BOX - PONTOS POSITIVOS Vamos começar pelo que me surpreendeu positivamente. A premissa é boa: o mundo foi subitamente dominado por criaturas que enlouquecem as pessoas que olham para elas; por consequência, a humanidade afunda em uma distopia caótica em que todo mundo teve poucas semanas para se adaptar e tentar achar um modo de sobreviver. Ninguém tem certeza do que está acontecendo e nem até que ponto toda a histeria é justificada. Quando pensamos apenas na trama geral, as coisas não acontecem do nada. Quando as crianças de Malorie parecem inicialmente e...

MAUS, de Art Spiegelman (RESENHA)

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Começo do ano, estamos de volta (um pouco de atrasada? Talvez) com mais uma resenha, o que é bom, mas como nem tudo são flores, o assunto abordado em "Maus" não é tão bom assim: holocausto. Art Spiegelman considera-se americano, embora tenha nascido na Suécia, e é filho de um casal de judeus que sobreviveu ao holocausto da Segunda Guerra Mundial. Em "Maus", Spiegelman narra a história que seu pai tem para contar sobre esse período difícil de sua vida. Uma das grandes maravilhas de "Maus" é sua acessibilidade e atratividade até para o público mais leigo e desinteressado por leitura, pois trata-se de uma graphic novel (um romance escrito em forma de história em quadrinhos), e todo mundo sabe que isso por si só já é um atrativo para quem não tem o costume de ler.  Como se uma história ilustrada não fosse bom o bastante, todas as personagens são representadas por animais. Obviamente, isso não foi feito para mero entretenimento do leitor (judeus são ...

DETALHE FINAL, de Harlan Coben (Resenha)

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Harlan Coben é conhecido por seus livros de suspense policial, e Detalhe Final não é diferente. O autor, que também é cientista social, trás no decorrer do livro alguns (poucos) diálogos que trazem certas reflexões sociais interessantes e relevantes (embora algumas conclusões sejam bem discutíveis). Não sei até que ponto elas expressam opiniões do autor e onde entra a opinião independente das personagens, e sinceramente não vejo como isso poderia ser relevante para essa resenha. O livro é feito por numerosos e curtos capítulos, com cortes precisos e no momento certo. Quem gosta de suspense policial sabe quanta diferença faz cortes estratégicos bem posicionados, pois dão intensidade para os momentos certos, e Detalhe Final não decepciona nesse sentido. Outra coisa a se parabenizar nesse livro é que, mesmo que por vezes se fale da vida pessoal do protagonista, isso não toma um tempo excessivo e torna a história mais profunda. É dito o necessário para tornar o enredo mais denso, e nã...

O PISTOLEIRO, de Stephen King (Resenha)

Foi minha primeira leitura do Stephen King. Quando eu vou conhecer um autor que ganhou muita fama por alguma obra em especial (no caso de King, seu estouro mais recente foi "It, A Coisa". O livro em si não é novo, mas o filme trouxe uma atenção especial para a obra e, embora eu tenha muita vontade de lê-la, pois amei o filme, ainda não o fiz). Sigo essa regra porque entendo que um livro que é um grande estouro tem algo de diferente que os outros livros do autor não têm. Esse estouro, seja por sorte ou por talento do escritor, faz do livro um "caso especial" e por isso prefiro ler outra coisa menos conhecida para tirar minhas conclusões. Foi o que eu fiz com John Green, lendo "Cidades de Papel" quando seu livro "A Culpa é das Estrelas" estava em alta (este último, inclusive, ainda não li. Quem sabe um dia?). Vamos ao que interessa. A primeira coisa a se enfatizar sobre a versão de O Pistoleiro que eu li é que as primeiras páginas falavam sobre ...

EXTRAORDINÁRIO, de R.J. Palacio (Resenha)

Hora da confissão: só li o livro porque gostei do filme. Admito que eu não tinha nenhuma curiosidade de lê-lo, embora tivesse ouvido falar que a abordagem era interessante e tudo o mais, e que falava sobre um assunto bastante em pauta na nossa sociedade, o bullying. Em minha defesa, Extraordinário sempre me pareceu o tipo de livro feito para introduzir crianças ao assunto do bullying e, portanto, eu tinha pouco interesse em ler, pois creio que já fui introduzida ao tema por outros meios. Contudo, depois de assistir ao filme, resolvi dar uma chance à história. Eu estava certa ao deduzir que o livro era perfeito para o público infato-juvenil. A linguagem é bem simples e fácil, e se torna especialmente atrativa por ser narrada por crianças durante a maior parte do tempo. Isso não é ruim, eu mesma escrevo livros juvenis. Voltando ao que interessa, é um bom livro, mas você provavelmente não vai gostar se já perdeu a paciência com uma linguagem e uma história leves e "educativas...

O ORÁCULO OCULTO, de Rick Riordan

Ok, se você deu uma olhadinha na minha lista de livros já lidos (na barra lateral, lá na parte superior esquerda da tela), imagino o que está pensando nesse momento: "essa garota já leu mais de vinte livros desse cara, é óbvio que ele é tipo um queridinho para ela e é claro que ela vai elogiar o livro". Bom, sim, eu estaria mentindo se dissesse que o Riordan não é um queridinho. Ele é um dos meus autores preferidos (se não o preferido mesmo). Eu já entrei em muitas reflexões sobre como ele provavelmente usou sua saga de maior sucesso, "Percy Jackson e os Olimpianos" (que é minha saga favorita) para aumentar as vendas suas outras sagas, fazendo referências e trazendo a presença do Percy insistentemente para outros livros (não que eu esteja reclamando, sou apaixonada pelo Percy). Eu acho isso uma pena, porque analisando com sangue frio, Riordan é um bom escritor. Ele tem um incrível conhecimento de diversas mitologias e tem feito um trabalho fantástico ao trazer esse...

A PÉROLA, de John Steinbeck (Resenha)

Esse é um daqueles livros que eu desisti de ler quando mais nova por falta de paciência e falta de um certo nível apreciativo e analítico. Lendo agora, percebo que vale a pena dar uma chance a todos os livros que eu abri mão de ler há alguns anos. A primeira coisa que me chamou a atenção e me fez ter certeza de que eu deveria conhecer a obra até o final foi o fato de se tratar de protagonistas indígenas. Eu sei que na capa do livro estava escrito sobre como o autor tinha sido aclamado e sobre como a obra ganhara premiações, mas eu não levo isso em consideração para criticar um livro. Voltando ao que interessa, protagonistas indígenas. Já fazia algumas semanas que eu me sentia incomodada por nunca ter lido (sequer ter ouvido falar) sobre histórias cuja narração contém uma presença significativa e influente de povos indígenas em geral. Escolhi ler esse livro simplesmente porque estava na minha estante há anos, e só depois de abri-lo que tive a felicidade de descobrir uma história que ...