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Mostrando postagens com o rótulo Resenha

THINGS HAVE GOTTEN WORSE SINCE WE LAST SPOKE, de Eric LaRocca (resenha)

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Esse livro faz parte do meu Challenge 12 desse ano, em que escolhi 12 indicações de livros que meus amigos me deram para me desafiar a ler nesse ano. Estou atrasada nessa lista (não que seja surpresa para alguém), mas esse aqui me deixou obcecada. Não achei uma versão em português, mas o título é algo como "As coisas pioraram desde a última vez que nos falamos". A sinopse, também em tradução literal, ficaria assim: "Um redemoinho de escuridão se agita no coração de uma dança macabra entre duas jovens solitárias em uma sala de bate-papo na internet no início dos anos 2000 - uma escuridão que ameaça transformá-las para sempre quando finalmente cederam aos seus desejos mais horríveis. O que você fez hoje para merecer seus olhos?" A única coisa que eu sabia quando comecei essa leitura é que era perturbador, então já aviso que esse livro não é para todo mundo. Foi meu primeiro contato com o weirdpunk ,  e adorei. Não achei nada em português falando sobre isso, mas é um m...

FEITIÇO DA VIDA, de Maju Silva (Resenha)

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Essa é a primeira resenha que faço de um livro do Wattpad (o livro faz parte do meu Challenge 12 desse ano, em que escolhi 12 indicações de livros que meus amigos me deram para me desafiar a ler, um por mês). Feitiço da Vida é um livro nacional escrito pela fofa da Maju. Essa é a sinopse: "A vida de Kira se resume a conciliar seus estudos e o trabalho na Grande São Paulo. Apesar do sofrimento e do estresse pouco a pouco matá-la, ela permanece sorrindo diante do avô, Katsuo, que está doente e precisa de sustento. Quando Caleb surge em sua vida, pela primeira vez ela sente uma genuína distração de seus problemas. Mas é possível que esse alívio dure diante do progresso da doença de seu avô?" Como podem ver, a história nunca disse que seria feliz (pelo contrário, prometeu dor e tristeza). Sem mais delongas, vamos para a 🌟resenha🌟 (sem spoilers)

ME APAIXONEI PELO MEU SEQUESTRADOR, de Letícia Bartulihe (Resenha)

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 - INTRODUÇÃO Antes de partir para a resenha propriamente dita (e acho que será a mais longa que já fiz até agora, porque quero justificar tudo pra depois não ser chamada de implicante), me sinto na obrigação moral de explicar por que eu parei minha vida para ler esse livro. Quero me justificar em especial para meus colegas escritores independentes que devem ter ficado decepcionados por notar que seus amados livros foram pra fila de espera (não que seja uma grande dádiva ser lido por mim) pra que eu pudesse degustar dessa obra tão... Tão... É.  Eu não sei se a autora ultimamente tem se empenhado mais em divulgar o livro ou se o Facebook decidiu que só agora iria me bombardear de posts falando sobre Me Apaixonei Pelo Meu Sequestrador. Independente do que tenha acontecido, eu não fui atrás da obra pelo desejo de ler um romance clichê (e sim, eu releio Crepúsculo escondido sempre que quero uma boa de dose de romance questionável e totalmente irreal).  Eu abri o livro de Letí...

1984, de George Orwell (Resenha baseada em teoria da história)

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Ao contrário do que muita gente pode imaginar, George Orwell foi um pró socialista bastante ativo, inclusive participando do Partido Operário de Unificação Marxista, como mostra um artigo da Revista Galileu [1] , mas antes disso o autor serviu ao exército britânico e passou muito tempo vivendo nas ruas. Sendo assim, qualquer interpretação de George Orwell que desconsidere essa filosofia e sua vivência estará longe do real significado do que ele quis passar. De forma resumida, o livro trata de um universo distópico onde o “capitalismo” foi derrotado e substituído por um regime “livre”, que na verdade é uma ditadura pesada comandada pelo Grande Irmão (que, acredito eu, é apenas uma ideia e não realmente presenta uma pessoa, pelo menos não no período entre que a história se passa). Esse governo autoritário mostra inúmeros sinais de fascismo: o ódio total ao inimigo (muitas vezes imaginário) e uma forte cultura de guerra que valoriza o Estado; a autoridade carismática do Grande Irmão tam...

O SUSTO E A BALA, de Hermes Homem Cristo (Resenha e Entrevista com o autor)

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[Quem é vivo sempre aparece, e estou viva então trago mais uma resenha] Hoje, falaremos de um livro simples, curto (menos de 70 páginas), brasileiro e que pode não ser a primeira alternativa para quem está começando a jornada na literatura: e digo isso como elogio, porque "O susto e a bala" é um material bem feito e muito sutil que talvez peça um pouco de experiência para ser lido como se deve. O livro inteiro é um compilado de cartas escritas por um espião prestes a se aposentar, Rivero, para seu comandante, Coronel González, durante uma revolta armada contra um governo autoritário no Caribe. Rivero conta sua experiência desde o momento em que chega na ilha onde deverá se infiltrar por algum tempo até o momento em que é afastado e, principalmente, expõe seus sentimentos, um pouco de seu passado e suas visões sobre a revolta, o Coronel e o contexto em geral. Esse é, para mim, o primeiro ponto passível de elogio do livro: a construção de personagem que vemos em Rivero é ...

MAUS, de Art Spiegelman (RESENHA)

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Começo do ano, estamos de volta (um pouco de atrasada? Talvez) com mais uma resenha, o que é bom, mas como nem tudo são flores, o assunto abordado em "Maus" não é tão bom assim: holocausto. Art Spiegelman considera-se americano, embora tenha nascido na Suécia, e é filho de um casal de judeus que sobreviveu ao holocausto da Segunda Guerra Mundial. Em "Maus", Spiegelman narra a história que seu pai tem para contar sobre esse período difícil de sua vida. Uma das grandes maravilhas de "Maus" é sua acessibilidade e atratividade até para o público mais leigo e desinteressado por leitura, pois trata-se de uma graphic novel (um romance escrito em forma de história em quadrinhos), e todo mundo sabe que isso por si só já é um atrativo para quem não tem o costume de ler.  Como se uma história ilustrada não fosse bom o bastante, todas as personagens são representadas por animais. Obviamente, isso não foi feito para mero entretenimento do leitor (judeus são ...

LUCÍOLA, de José de Alencar (Resenha e Análise de cunho social)

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Eu decidi que faria a resenha deste livro, mas passei um bom tempo pensando se realmente faria isso. Este post terá duas partes: a resenha, onde desconsiderarei minhas críticas sociais e falarei especificamente sobre o livro. Na segunda parte, farei minha análise de cunho social (e histórico, de certo modo). Resenha O livro é escrito por um consagrado autor brasileiro do século XIX, José de Alencar, e por isso [o livro] Lucíola é considerado um clássico da literatura nacional. Pois bem, a meu ver, Lucíola é basicamente um drama. É romance, mas é também um (enorme) drama. Infelizmente, esse acaba sendo um ponto baixo do livro: o drama apenas se repete, arrumando em si mesmo uma desculpa para continuar se reproduzindo, e a história só sai desse círculo dramático nas últimas páginas. É muitas vezes repetitivo e cansativo e, embora as coisas fiquem tristes e um pouquinho surpreendentes no final, não estou certa de que isso compensa todas as voltas que o livro deu. Lucíola é es...

DETALHE FINAL, de Harlan Coben (Resenha)

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Harlan Coben é conhecido por seus livros de suspense policial, e Detalhe Final não é diferente. O autor, que também é cientista social, trás no decorrer do livro alguns (poucos) diálogos que trazem certas reflexões sociais interessantes e relevantes (embora algumas conclusões sejam bem discutíveis). Não sei até que ponto elas expressam opiniões do autor e onde entra a opinião independente das personagens, e sinceramente não vejo como isso poderia ser relevante para essa resenha. O livro é feito por numerosos e curtos capítulos, com cortes precisos e no momento certo. Quem gosta de suspense policial sabe quanta diferença faz cortes estratégicos bem posicionados, pois dão intensidade para os momentos certos, e Detalhe Final não decepciona nesse sentido. Outra coisa a se parabenizar nesse livro é que, mesmo que por vezes se fale da vida pessoal do protagonista, isso não toma um tempo excessivo e torna a história mais profunda. É dito o necessário para tornar o enredo mais denso, e nã...

O PISTOLEIRO, de Stephen King (Resenha)

Foi minha primeira leitura do Stephen King. Quando eu vou conhecer um autor que ganhou muita fama por alguma obra em especial (no caso de King, seu estouro mais recente foi "It, A Coisa". O livro em si não é novo, mas o filme trouxe uma atenção especial para a obra e, embora eu tenha muita vontade de lê-la, pois amei o filme, ainda não o fiz). Sigo essa regra porque entendo que um livro que é um grande estouro tem algo de diferente que os outros livros do autor não têm. Esse estouro, seja por sorte ou por talento do escritor, faz do livro um "caso especial" e por isso prefiro ler outra coisa menos conhecida para tirar minhas conclusões. Foi o que eu fiz com John Green, lendo "Cidades de Papel" quando seu livro "A Culpa é das Estrelas" estava em alta (este último, inclusive, ainda não li. Quem sabe um dia?). Vamos ao que interessa. A primeira coisa a se enfatizar sobre a versão de O Pistoleiro que eu li é que as primeiras páginas falavam sobre ...

EXTRAORDINÁRIO, de R.J. Palacio (Resenha)

Hora da confissão: só li o livro porque gostei do filme. Admito que eu não tinha nenhuma curiosidade de lê-lo, embora tivesse ouvido falar que a abordagem era interessante e tudo o mais, e que falava sobre um assunto bastante em pauta na nossa sociedade, o bullying. Em minha defesa, Extraordinário sempre me pareceu o tipo de livro feito para introduzir crianças ao assunto do bullying e, portanto, eu tinha pouco interesse em ler, pois creio que já fui introduzida ao tema por outros meios. Contudo, depois de assistir ao filme, resolvi dar uma chance à história. Eu estava certa ao deduzir que o livro era perfeito para o público infato-juvenil. A linguagem é bem simples e fácil, e se torna especialmente atrativa por ser narrada por crianças durante a maior parte do tempo. Isso não é ruim, eu mesma escrevo livros juvenis. Voltando ao que interessa, é um bom livro, mas você provavelmente não vai gostar se já perdeu a paciência com uma linguagem e uma história leves e "educativas...

O ORÁCULO OCULTO, de Rick Riordan

Ok, se você deu uma olhadinha na minha lista de livros já lidos (na barra lateral, lá na parte superior esquerda da tela), imagino o que está pensando nesse momento: "essa garota já leu mais de vinte livros desse cara, é óbvio que ele é tipo um queridinho para ela e é claro que ela vai elogiar o livro". Bom, sim, eu estaria mentindo se dissesse que o Riordan não é um queridinho. Ele é um dos meus autores preferidos (se não o preferido mesmo). Eu já entrei em muitas reflexões sobre como ele provavelmente usou sua saga de maior sucesso, "Percy Jackson e os Olimpianos" (que é minha saga favorita) para aumentar as vendas suas outras sagas, fazendo referências e trazendo a presença do Percy insistentemente para outros livros (não que eu esteja reclamando, sou apaixonada pelo Percy). Eu acho isso uma pena, porque analisando com sangue frio, Riordan é um bom escritor. Ele tem um incrível conhecimento de diversas mitologias e tem feito um trabalho fantástico ao trazer esse...

A PÉROLA, de John Steinbeck (Resenha)

Esse é um daqueles livros que eu desisti de ler quando mais nova por falta de paciência e falta de um certo nível apreciativo e analítico. Lendo agora, percebo que vale a pena dar uma chance a todos os livros que eu abri mão de ler há alguns anos. A primeira coisa que me chamou a atenção e me fez ter certeza de que eu deveria conhecer a obra até o final foi o fato de se tratar de protagonistas indígenas. Eu sei que na capa do livro estava escrito sobre como o autor tinha sido aclamado e sobre como a obra ganhara premiações, mas eu não levo isso em consideração para criticar um livro. Voltando ao que interessa, protagonistas indígenas. Já fazia algumas semanas que eu me sentia incomodada por nunca ter lido (sequer ter ouvido falar) sobre histórias cuja narração contém uma presença significativa e influente de povos indígenas em geral. Escolhi ler esse livro simplesmente porque estava na minha estante há anos, e só depois de abri-lo que tive a felicidade de descobrir uma história que ...

VIAGEM AO CENTRO DA TERRA, de Julio Verne (Resenha)

Tudo bem, eu li a versão traduzida e adaptada pelo Walcyr Carrasco, o que provavelmente teria me deixado um pouco receosa e até mesmo um pouco decepcionada, se eu não conhecesse o bom trabalho que esse autor faz.  O que eu tenho para dizer é: uau.  Quando eu leio um livro, principalmente os ficcionais, eu analiso enquanto leitora e enquanto escritora, e para mim é quase impossível dar um parecer separado sobre essas duas visões. O que eu posso dizer, como autora, é que esse livro deve ter dado um trabalho imenso para ser escrito, especialmente se considerarmos que é um trabalho do começo do século XIX.  Trata-se de uma ficção científica de altíssima qualidade, que com certeza foi fruto de uma ampla pesquisa sobre, no mínimo, geologia, arqueogeologia e sabe-se lá o que mais Julio Verne precisou saber para escrever esse livro. Dizem que ele já tinha um fascínio pelo assunto, o que imagino que facilitou muito o processo de pesquisa e, talvez, essas sejam apenas coisas...

A CANÇÃO DAS SEREIAS, de Renan Santos (Resenha)

Já começo dizendo que eu não tenho absolutamente nada para reclamar desse livro. Falo sério, a única coisa condenável dessa noveleta é que acaba. E só. Não há nada mais para ser criticado. É muito bem estruturado, você sente claramente que o autor tinha ampla preparação e estudo para escrever o que escreveu. Flui em um ritmo perfeito, contando as coisas na velocidade ideal para introduzir o leitor na história, explicando tudo o que precisa ser explicado (confie em mim, é muita coisa, mas isso nem de longe foi problema para Renan. É bem difícil se perder ou se confundir) sem que, contudo, a leitura se torne massante ou lenta demais. A construção de universo me deixou pasma: os fortes traços medievais tirados, aposto eu, de muitos livros de D&D (não é uma crítica negativa, de forma alguma; eu mesma me aproveitei fortemente do RPG em um de meus livros, embora com certeza não como você aí está pensando), indicam que o universo não foi tirado do nada, o que não surpreende ou o...

VERONIKA DECIDE MORRER, de Paulo Coelho (Resenha)

É um livro incrível, com certeza me fez repensar diversas coisas sobre minha vida. "Veronika decide morrer" trata sobre um reencontro com seu eu interior e com o mundo. Tenta te mostrar que o viver está nas pequenas coisas, e explica porque sempre vale a pena dar uma segunda chance para você mesmo. O livro conta a história de uma suicida que queria se matar apenas porque não via mais graça na vida e, embora ainda muito nova, tinha certeza de que já tinha visto tudo o que havia para se ver no mundo. Porém, depois que seu suicídio falha, Veronika começa a redescobrir o sentindo da vida e o que realmente significa estar vivo. Ela conhece partes de si mesma que nunca conheceu antes, e descobre que o mundo é cheio de realidades e possibilidades que ela ainda não explorou. É claro, Veronika se depara com aquele típico pensamento dos que estão quase morrendo: "eu preciso ver o sol nascer mais uma vez, e ler aquele livro que eu prometi a mim mesmo que leria. Tenho qu...